Nunca mais me zango com os miúdos!

 

Hoje prometi a mim própria que nunca mais me zangaria com os meus filhos. Para quê? As zangas só roubam energia, ninguém sai de uma contente nem cheio de auto-estima! E eu em particular sinto-me mesmo mal depois de deixar toda a minha energia e frustração fugir pela boca. Imagino que eles também não gostem! Aliás, sei obviamente que não gostam! Um dos agradecimentos da minha filha hoje de manhã foi “agradeço que a mãe só se zangue connosco pelo nosso bem!” Partiu-me o coração. Tinha acabado de dizer ao meu filho que não queria que ele estudasse por mim (ele tinha-me dito que só estudava porque eu o mandara estudar e que era uma seca). Podia ter dito de forma calma… mas não. Já estava com os nervos dos atrasos matinais (que na verdade nunca se revelaram atrasos mesmo reais) e saiu tudo em forma de explosão “por mim?? Não quero que estudes por mim! Deves estudar por ti! E se não quiseres não estudes! A vida é tua! Não deves fazer as coisas pelos outros, o que decidires fazer faz por ti. Olha, nem precisas trazer os livros para casa! Vou amar-te igualmente se tiveres zero a tudo, isso podes ter a certeza. Vê lá se queres continuar a ir a escola…” o pobre olhava para mim incrédulo e só conseguiu reponder “não, não! eu quero ir a escola!”

Enfim… coisas parvas que nós humanos às vezes fazemos.

Depois fiz a tal promessa a mim mesma. Nunca mais me zango. Isto é uma estupidez. E eu não sou uma pessoa estupida. Sei mais que isto. Sei fazer melhor.

Amanhã talvez faça a mesma promessa depois de me zangar com eles por andarem a passear pela casa à procura de brinquedos para levar para escola enquanto lhes digo pela quarta vez “isso era para fazer ontem à noite antes de ir para a cama! Agora estamos atrasados!”

Ou talvez não! Talvez respire fundo e me lembre que não é a solução. Que eu sei fazer melhor. E que uma promessa é para ser cumprida.

 

 

Tu não és uma profissão

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Desde pequenos que começamos logo a conviver com a pergunta “o que queres ser quando fores grande?” e sabemos que a pessoa espera que respondamos uma profissão.

Surpresa das surpresas: TU NÃO ÉS UMA PROFISSÃO.

Quantas pessoas conheces que tiraram um curso superior e hoje em dia não estão a trabalhar na “sua área”. Quantas mudaram de rumo à procura de novos sonhos, novos projetos, novas aventuras. Quantas depois de novas tentativas buscam ainda algo diferente.

Não é um curso o que nos define. Não é uma carreira. Não de todo uma profissão.

Todos nós somos pessoas, com emoções, com um coração a bater cá dentro e, na minha opinião, aquilo em que temos que nos focar é em que tipo de pessoa queremos ser. Humildes, amigos, simpáticos, lideres? Ajudar outros, inspirar, dormir de consciência tranquila? Transmitir uma energia positiva, ser bom pai/mãe, sorrir? Sentir-me feliz com as pequenas coisas, olhar para o mundo como turista? Ser apaixonada pela vida? Que tipo de pessoa quero ser? A profissão vem por acréscimo.

Eu defendo que devemos sempre trabalhar as nossas paixões. Mas a verdade é que estas podem variar ao longo da vida. E é normal. E pode ser bom. O fundamental é sermos coerentes connosco próprios. Estarmos bem com quem somos, com quem decidimos ser. Tudo o resto se completa 🙂

Não digo que não pensemos também em que gostaríamos de trabalhar, pois na grande maioria dos casos, esta vai ser uma grande fatia da vida. A questão é quando estamos a pensar nisso como fator principal, esquecendo que tipo de pessoa queremos ser verdadeiramente.  Num modelo educativo tão focado em preparar crianças para uma carreira, parece-me a mim que estamos a esquecermos-nos de as preparar para serem adultos felizes dentro da sua própria pele e para explorarem o seu verdadeiro potencial de crescimento enquanto seres humanos.

Que negócio é esse?

“Que negócio é esse em que as pessoas parecem andar todas felizes? Desculpa, mas não me parece normal numa sociedade que anda meio cabisbaixa. Adoram segundas-feiras? Estão a gozar?”

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Não… confesso que nunca me disseram estas frases exatamente como as escrevi (apesar de já me terem dito algumas parecidas). Mas é o que imagino as pessoas pensarem quando são surpreendidas por algumas fotos e posts em redes sociais partilhadas pelo pessoal da Teamway. A mim, enche-me de orgulho fazer parte deste projeto.

No inicio estranha-se. Reconhecimentos? Por tão pouco? As pessoas estão estranhamente acostumadas a serem chamadas a atenção quando fazem algo de errado, não quando fazem algo bem (afinal quando isso acontece não estão a fazer mais que a sua obrigação!). Aqui é ao contrário. Reconhecemos as mais pequenas conquistas, pois são essas que desenham o nosso caminho até às grandes vitórias.

“Lá fora” é quase empresarialmente aceite passar por cima do outro para vencer. Aqui dentro damos as mãos e subimos juntos. Há lugar para todos. Há abundância para todos.

E falamos de sonhos e de mudar o mundo (ui… quando chega aqui meio mundo acha que estamos loucos e nos fizeram uma lavagem cerebral). Trabalhamos para os NOSSOS sonhos. Temos em mãos um projeto de liberdade financeira: Um projeto que nos permite ganhar tempo e dinheiro (sim, leram bem, tempo também!).

Mas o melhor de tudo, a grande cereja no topo do bolo é que enquanto o fazemos, formamos-nos, cultivamos-nos e transformamos-nos na melhor versão de nós próprios. Esta é a má notícia: este projeto só é possível para quem está disposto a apostar no seu crescimento pessoal.

Eu sei… é estranho. Parece falso, parece impossível. Já o ouvi muitas vezes (nem imaginam quantas). Pessoas cépticas e sem esperança é o que mais há por aí, encontro-as todos os dias!!! Não me espanta. Numa sociedade em que fomos educados a desconfiar, a tirar um curso para trabalhar por conta de outro, a dizer mal do patrão e a programar a nossa vida consoante os anúncios da televisão… é normal! Mas a verdade é que existem outras realidades: Pessoas em quem podemos confiar mesmo sem as conhecermos; Pessoas que não tiraram nenhum curso e têm grande sucesso na vida; Patrões que realmente se preocupam; Boas marcas que não fazem publicidade… Projetos que realmente valem a pena. Há projetos que se regem pelo AMOR (e mesmo assim dão dinheiro!).

Talvez haja muito até. Eu só conheço este! Um projeto em que qualquer pessoa pode fazer parte, independentemente do seu ponto de partida. Onde nos entregam ferramentas para crescermos à nossa medida. Onde criamos uma nova família.

Este fim-de-semana tivemos mais um seminário brutal. E para não ficarem só com a minha palavra, deixo aqui algumas das publicações que pessoas da equipa foram deixando no facebook. E deixo uma pergunta também: Quantos amigos têm no facebook a deixar posts tão positivos sobre o trabalho que desenvolvem?

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