Eu estou bem, estás a ouvir?

kidOntem depois do jantar e antes de ir para a cama o meu filho de 10 anos disse-me que estava mal disposto. “O meu estômago está com demasiado odor a queijo…” queixou-se meio dobrado (É assim que ele às vezes descreve o que sente… por exemplo uma dor de cabeça, parece um tomateiro a ganhar raízes…)

“Veste o pijama, coloca-te direito e senta-te um pouco no sofá enquanto eu deito a tua irmã.”

Quando cheguei à sala, 5 minutos depois, já estava animado. “Então? Já estás melhor?” “Já estou bem! Resolvi estar bem e dizer ao meu cérebro que estou bem! E ao estômago disse: Não venhas cá com coisas que eu estou bem, estás a ouvir? Deixa-me em paz! Já te disse que estou bem e não quero saber! Por isso não te ponhas a inventar que eu cá não vou ficar mal disposto!”

E assim foi. Foi para a cama bem disposto.

Acredito que podemos realmente comandar os nossos sentimentos e que o nosso cérebro é uma máquina brutal. Faz o que lhe mandamos fazer. Acredita no que o mandamos acreditar. Devíamos usar mais este poder! Estar bem é uma decisão!

Como o meu filho tem apenas 10 anos o nível de crença dele é maior. Ainda não levou com meio mundo céptico a dizer que as coisas não são bem assim. E como acredita, acontece… tem o poder de fazer acontecer.

Ponho-me a pensar… como seria o mundo se todos resolvêssemos acreditar que somos felizes?

 

Nós os bons somos mais

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“Nós os bons somos mais”.

A primeira vez que vi esta frase foi num congresso e estava em Espanhol. Numa apresentação dada pelo Venezuelano Santos Lever, mentor no projeto em que trabalho. “Los Buenos somos mas” aparecia no grande écran. Ele vive num país com altas dificuldades e ainda assim falou-nos em abundância e numa atitude positiva perante a vida. Não deixou que as circunstâncias ditassem a sua vida . Porque ele acredita que, de facto, nós os bons, somos mais.

E somos mesmo!

Numa sociedade construída com medos e desconfianças às vezes leva-nos a pensar que há mais gente má que boa. Mais truques escondidos na manga e mais vontade de enganar. Numa ótica ganhas tu ou ganho eu. Mas isso não é verdade! Esta muito longe da verdade de facto! Em cada um de nós há uma coração desejoso de viver e vibrar em amor. O segredo é não deixar que as circunstâncias ditem a nossa vida, como fez o Santos Lever! Como fazemos nós na Teamway!

Pegamos nos nossos sonhos e começamos a dar-lhes forma. E gritamos ao mundo que aqui, só nós podemos ganhar esta “guerra”. Que até podemos ter perdido batalhas, mas sabem que mais? Nós os bons somos mais! E quando nos juntamos nada nos pára!

Somos mais em número, somos mais em amor, somos mais em esperança, somos mais lutadores, somos mais crentes, somos mais fortes, somos mais agradecidos, somos mais corajosos, somos mais solidários, somos mais donos da nossa vida. E brilhamos mais também!

Nós os bons somos mais! E somos muitos! E estamos cá para mudar o mundo!

 

A longo prazo

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Tenho ouvido isto muitas vezes ultimamente! “Projetos a longo prazo”. Até aqui tudo bem. Nem tudo tem que ser para agora… Mas há uma grande diferença entre ter resultados a longo prazo e começar “um dia lá para o futuro”.

O que me parece pertinente é entender que tudo o que é a logo prazo começou algum dia a curto prazo. As coisas não tendem a acontecer de um dia para o outro ou num piscar de olhos (pelo menos as coisas que valem mesmo a pena e são duradouras) e às vezes parece-me que confundimos os resultados com o inicio das ações.

Como se diz, o caminho faz-se caminhado, há que começar a dar os primeiros passos!

Já que estamos numa época propícia a desejar novos objetivos para a nossa vida, bora lá fazer as coisas como deve de ser desta vez. Meter realmente prazo nos nossos objetivos (sim, mesmo fixar datas para os concretizarmos, sejam meses ou anos) . E perceber que para lá chegarmos, temos que passar por várias etapas. Para recebermos temos que semear primeiro. E muitas vezes o acto se semear é mais longo, mais duro e aparentemente menos compensatório. Mas nada dá frutos se não for semeado antes.

Então, se eu um dia quiser escrever um livro, tenho que começar já a praticar, a escrever textos, a treinar, a escrever artigos, a dar para outros lerem… Se quiser construir a casa dos meus sonhos tenho já que procurar terreno, fazer esboços, pesquisar decoração… Se quero ser livre financeiramente tenho que começar já a por em prática um plano de acção… Se quero ser feliz, tenho que começar já a sorrir. E por aí a diante…

A não ser que tenham uma varinha mágica que faça tudo acontecer no momento por magia, comecem já os vossos planos de longo prazo. Mãos à obra. Estamos cá todos para nos conquistarmos, para vivermos a melhor versão de nós mesmos e não temos os sonhos que temos por acaso. Cria a vida que queres viver. Torna-te já a pessoa que te vês ser a longo prazo.

A pergunta chave é “Estas a fazer hoje o necessário para esse teu sonho se realizar?”

 

 

 

 

 

Nunca mais me zango com os miúdos!

 

Hoje prometi a mim própria que nunca mais me zangaria com os meus filhos. Para quê? As zangas só roubam energia, ninguém sai de uma contente nem cheio de auto-estima! E eu em particular sinto-me mesmo mal depois de deixar toda a minha energia e frustração fugir pela boca. Imagino que eles também não gostem! Aliás, sei obviamente que não gostam! Um dos agradecimentos da minha filha hoje de manhã foi “agradeço que a mãe só se zangue connosco pelo nosso bem!” Partiu-me o coração. Tinha acabado de dizer ao meu filho que não queria que ele estudasse por mim (ele tinha-me dito que só estudava porque eu o mandara estudar e que era uma seca). Podia ter dito de forma calma… mas não. Já estava com os nervos dos atrasos matinais (que na verdade nunca se revelaram atrasos mesmo reais) e saiu tudo em forma de explosão “por mim?? Não quero que estudes por mim! Deves estudar por ti! E se não quiseres não estudes! A vida é tua! Não deves fazer as coisas pelos outros, o que decidires fazer faz por ti. Olha, nem precisas trazer os livros para casa! Vou amar-te igualmente se tiveres zero a tudo, isso podes ter a certeza. Vê lá se queres continuar a ir a escola…” o pobre olhava para mim incrédulo e só conseguiu reponder “não, não! eu quero ir a escola!”

Enfim… coisas parvas que nós humanos às vezes fazemos.

Depois fiz a tal promessa a mim mesma. Nunca mais me zango. Isto é uma estupidez. E eu não sou uma pessoa estupida. Sei mais que isto. Sei fazer melhor.

Amanhã talvez faça a mesma promessa depois de me zangar com eles por andarem a passear pela casa à procura de brinquedos para levar para escola enquanto lhes digo pela quarta vez “isso era para fazer ontem à noite antes de ir para a cama! Agora estamos atrasados!”

Ou talvez não! Talvez respire fundo e me lembre que não é a solução. Que eu sei fazer melhor. E que uma promessa é para ser cumprida.

 

 

Tu não és estático

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Sabes aquela pessoa, que não vias há tanto tempo e encontras por acaso… e que, apesar de terem passado anos e anos parece continuar igual? Mais velha… mas igual! O mesmo tipo de conversas, a mesma mentalidade, o mesmo tipo de actividade, as mesmas crenças. Parece que o mundo passou por ela, mas ela não passou pelo mundo. Não absorveu mais nada! Vive o dia-a-dia igual, como vivia há 5 anos atrás.

Eu não quero ser essa pessoa!

Mas às vezes encontro pessoas que já não vejo há muito, que partem do princípio que eu sou essa pessoa. Acham que me conhecem. Acham que as minhas atitudes e respostas são as mesmas, que acredito nas mesmas coisas, que uso a mesma linguagem, que tenho o mesmo estilo e os mesmos pensamentos. Só que não! Eu cresci! Todos os dias cresço e transformo-me.

Tal como um programa de computador que vai tendo actualizações, nós próprios também nos vamos actualizando. Criando melhores versões de nós mesmos. Ou pelo menos, se não o fazemos devíamos… porque computadores velhos não têm o mesmo desempenho. Essas pessoas que pensam que continuo igual esqueceram-se de “ler” a minha actualização.

Nós não somos estáticos. Se tivermos atentos, todos os dias aprendemos. Cada desafio é uma aprendizagem, um passo para a nossa versão mais actualizada. Gosto de acreditar que caminho para a minha melhor versão.

Quando olho para trás, vejo uma Marta que já não sou. E não há nenhum mal nisso, antes pelo contrários. Tenho orgulho de quem fui, mas muito mais de quem serei!

Tu não és estático. Muda. Experimenta. Tenta algo diferente. Talvez encontres a tua melhor versão.

 

O que fizeram com os nossos sonhos?

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Eu acredito que todos nascemos empreendedores. Claro que não nascemos com um plano de negócio preparado (ou será que nascemos??)! Mas todos temos a capacidade de criar e de sonhar (com sonhos muito nossos) e todos nascemos para sermos livres, donos de nós próprios e da nossa vida. Acredito também que todos vimos com uma vontade gigante de mais… De explorar e receber mais. Estamos cá para encontrar a nossa felicidade. E para mim isso é o que define um empreendedor.

Também defendo a teoria que todos nascemos para sermos líderes! Todos influenciamos  (bem ou mal, mas influenciamos) e se nos conectarmos com as nossas verdadeiras paixões, se trabalharmos a nossa auto-estima e desenvolvimento pessoal e nos rodearmos das pessoas certas e ambiente certo, seremos excelentes lideres em várias áreas da vida.

Mas se isto é verdade… porque é que meio mundo anda cabisbaixo? A queixar-se da vida e a desejar que seja sempre sábado…

O facto de termos nascido com determinado dom não garante que este tenha sido desenvolvido. Quem nos ensinou? Que exemplos seguimos? Quisemos ser iguais a quem?

Ao longo do nosso crescimento fomos bombardeados com informação de fora, que não tem que ser necessariamente a correta para nós. Verdades de outros, vivências de outros… Meteram-nos em “caixinhas” – Bom a matemática, engenheiro; Bom a desenho, arquitecto. Curso universitário, fundamental para ter trabalho. Sê bom aluno, estuda muito, trabalha muito e… da-te por feliz por teres um emprego.

Durante todo esse percurso onde está o nosso verdadeiro eu? Aquela criança que sonhava em ser astronauta. Imagino-a fechada num escritório das 9h às 18h, já com 40 anos a pensar “a vida é isto?”

O que fizeram com os nossos sonhos?

Deviam ter-nos dado ferramentas para os conseguir! Matéria para sonhar mais alto. Ensinar-nos a conquistar! A persistir! A acreditar em nós próprios! A sermos empreendedores! A sermos felizes!

Vejo demasiadas pessoas com demasiados medos… de onde vêm? Quem os colocou lá? Desde quando arriscar algo é negativo? Desde quando a segurança é o nosso melhor aliado? Desde quando preferimos sobreviver em vez de viver?

A boa notícia é que nunca é tarde de mais. Se nasceu connosco, está cá dentro. À espera de ser despertado!

 

Andamos assim tão distraídos?

Sentada na praia, já ao final do dia, observo um casal com uma menina com cerca de 5 anos, os três à beira mar. A menina pede atenção e começa a fazer birra. O homem (que não me parecia ser seu pai) começa a gozar com ela e fingir que faz birra também. Atira-lhe água, corre atrás dela e “pendura-se” também no braço da mãe a imitá-la. A mãe pega nela ao colo e eu sinto alívio.

No mar entram um pai e uma menina com cerca de 12 anos. Ela mergulha. Ele não. A água está gelada. Ela atira-lhe água para brincar e ele diz-lhe em voz bem alta “Podes parar com essa merda? Porque é que tens que ser sempre tão chata!?”. A menina em voz mais baixa ainda responde “Pai, não tens que me dizer isso!” mas ele discorda “tenho que dizer sim! Estás a ser chata!” Sinto o coração apertado! Tenho vontade de gritar “Não acredites nisso!!! Não és chata! És uma menina espetacular!!” Mas não grito. E passado um tempo, depois do mergulho do pai, já brincam e conversam os dois.

Mais à frente uma mãe grita com o filho com cerca de 10 anos. Aponta o dedo para o chão perto dos seus pés e ordena-lhe “Quero-te aqui! Agora!! Agora!!! Agora, estás a ouvir??!!!” e ele lá vai.

E quantas crianças há por aí a serem sacos de boxe das emoções dos adultos?

Andamos assim tão distraídos?

Vem-me à cabeça uma frase que o meu companheiro me costuma dizer “até para nascer é preciso ter sorte!”

O que se passa com os adultos? Não sabem que a informação entra nas crianças, diretamente para o seu subconsciente sem qualquer filtro? Que tudo o que lá metemos fica? Que têm que lidar com as suas frustrações, os seus egos, as suas emoções de outra forma… que têm que trabalhar neles próprios em vez de descarregar nos outros? Muito menos nas crianças.

A sério que andamos assim tão distraídos que não damos conta dos danos que podemos causar? Ao ponto de não ver que birras, disparates e caras tristes são um sinal? Fazem parte, claro que fazem, são crianças a crescer. Mas são um sinal. E nós, como adultos temos a obrigação de saber mais. De fazer melhor!

Não, não sou uma mãe perfeita. Já gritei várias vezes com os meus filhos (apesar de não me lembrar já da última vez que isso aconteceu), confesso que até já dei palmadas (mas jurei nunca mais o fazer, estou a tentar cumprir essa jura), e não me parece que tenha que lhes pagar psicólogo por causa disso. Também não sou o tipo de mãe de não ralhar e de não criar regras e achar que tudo pode ofender os seus sentimentos. Às vezes eu própria tenho dificuldade em lidar com as minhas emoções. Mas todos os dias tento tornar-me melhor mãe!

Devemos ter consciência de que tudo o que fazemos com as crianças tem impacto no seu crescimento. Como cuidadores temos a responsabilidade de lhes dar o melhor de nós, para também eles se tornarem o melhor deles próprios. Pelo menos eu sinto que devo isso aos meus. Devo isso ao mundo.

O meu objetivo com este texto não é criticar nenhum pai ou mãe ou cuidador. Eu sei que muitas vezes estão a dar o seu melhor. Que muitas vezes também estão cansados, esgotados, tristes, confusos… Mas sabem que mais… os miúdos não têm culpa.

Penso muitas vezes que temos que começar a ter uma maior consciência sobre a educação. Que crianças queremos criar para o mundo? Acredito que todos (todos mesmo) somos cuidadores e responsáveis! Todos devemos olhar pelas crianças com quem temos contato. Todos devemos dar o exemplo.

Vamos então trabalhar na nossa inteligência emocional. Fortalecendo a nossa auto-estima e a deles também! Começarmos por sentirmo-nos bem connosco próprios e ensiná-los a sentirem-se bem também com quem são. Porque a verdade é que todos somos mesmo especiais.

 

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Miúda de 40

Esta memória nunca me largou. Não sei o que disse à minha mãe… Mas ela olhou para mim como se me fosse passar um segredo da vida. Percebi que era importante. Olhou-me nos olhos e disse  “Não tenhas pressa em crescer. Vive cada idade intensamente porque um dia serás mais velha, mas nunca poderás voltar à idade que já tiveste.” Eu devia ter uns 6 anos. E segui o resto da vida este conselho.

Este ano fiz 40 anos. Não me deu um “click” não me senti mais velha, não senti nada de diferente na verdade… Escrevo este artigo porque parece ser suposto haver um marco nas casas decimais… 10, 20, 30, 40…. e eu não senti nada de especial. Não senti mais peso, não me senti mais adulta, não pensei “estou mais para lá que para cá”. Continuo a ser eu, a viver a minha vida dia após dia. Mais crescida pelas vivências que tenho passado, não pela idade. Mais sábia pelo que aprendo, não pela idade! Melhor mãe pelas experiências que vivo, não pela idade. Penso que melhor filha também, nada a ver com a idade! Mais em paz pelo meu percurso pessoal, não pela idade. Mais sonhadora, o que parece contrariar a tendência natural da idade.

O dia em que fiz 40 anos, foi um dia de festejo, mas foi um dia a mais em relação ao último em que tive 39.

Porque partilho este pensamento? Vejo muita gente preocupada com idades, com rótulos, com ideias pré-concebidas. “Será que sou velha/o para isto?”; “É suposto com a minha idade…”, Como se fosse suposto todos termos o mesmo trajeto… namorar, casar, ter filhos, ter um emprego, reformar…. Parece-me que no meio, algures, algumas pessoas perdem a sua essência. O que verdadeiramente somos não tem idade!

Todos morreremos um dia. Espero que num dia muito longínquo, mas a verdade é que ninguém sabe quando será. Se pensarmos bem há pessoas a morrerem aos 10, 20, 30, 40… E se for aos 90? O que importa a idade depois desse momento? O que realmente importa é o que vivemos. É darmos a nossa melhor versão. Nunca é tarde nem cedo para sermos genuínos, íntegros e felizes. Também nunca é tarde ou cedo para mudarmos. Nós somos o que quisermos ser! E a boa notícia é que podemos mudar a qualquer momento. Inspirarmo-nos por outros, inspirar outros, ser diferente, ser igual… se é aos 10, 20, 30, 40… o que importa?

Juro que me sinto uma criança. Tenho 40, olho-me ao espelho e vejo uma miúda. Espero sentir-me assim toda a vida!

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Tu não és uma profissão

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Desde pequenos que começamos logo a conviver com a pergunta “o que queres ser quando fores grande?” e sabemos que a pessoa espera que respondamos uma profissão.

Surpresa das surpresas: TU NÃO ÉS UMA PROFISSÃO.

Quantas pessoas conheces que tiraram um curso superior e hoje em dia não estão a trabalhar na “sua área”. Quantas mudaram de rumo à procura de novos sonhos, novos projetos, novas aventuras. Quantas depois de novas tentativas buscam ainda algo diferente.

Não é um curso o que nos define. Não é uma carreira. Não de todo uma profissão.

Todos nós somos pessoas, com emoções, com um coração a bater cá dentro e, na minha opinião, aquilo em que temos que nos focar é em que tipo de pessoa queremos ser. Humildes, amigos, simpáticos, lideres? Ajudar outros, inspirar, dormir de consciência tranquila? Transmitir uma energia positiva, ser bom pai/mãe, sorrir? Sentir-me feliz com as pequenas coisas, olhar para o mundo como turista? Ser apaixonada pela vida? Que tipo de pessoa quero ser? A profissão vem por acréscimo.

Eu defendo que devemos sempre trabalhar as nossas paixões. Mas a verdade é que estas podem variar ao longo da vida. E é normal. E pode ser bom. O fundamental é sermos coerentes connosco próprios. Estarmos bem com quem somos, com quem decidimos ser. Tudo o resto se completa 🙂

Não digo que não pensemos também em que gostaríamos de trabalhar, pois na grande maioria dos casos, esta vai ser uma grande fatia da vida. A questão é quando estamos a pensar nisso como fator principal, esquecendo que tipo de pessoa queremos ser verdadeiramente.  Num modelo educativo tão focado em preparar crianças para uma carreira, parece-me a mim que estamos a esquecermos-nos de as preparar para serem adultos felizes dentro da sua própria pele e para explorarem o seu verdadeiro potencial de crescimento enquanto seres humanos.

Que negócio é esse?

“Que negócio é esse em que as pessoas parecem andar todas felizes? Desculpa, mas não me parece normal numa sociedade que anda meio cabisbaixa. Adoram segundas-feiras? Estão a gozar?”

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Não… confesso que nunca me disseram estas frases exatamente como as escrevi (apesar de já me terem dito algumas parecidas). Mas é o que imagino as pessoas pensarem quando são surpreendidas por algumas fotos e posts em redes sociais partilhadas pelo pessoal da Teamway. A mim, enche-me de orgulho fazer parte deste projeto.

No inicio estranha-se. Reconhecimentos? Por tão pouco? As pessoas estão estranhamente acostumadas a serem chamadas a atenção quando fazem algo de errado, não quando fazem algo bem (afinal quando isso acontece não estão a fazer mais que a sua obrigação!). Aqui é ao contrário. Reconhecemos as mais pequenas conquistas, pois são essas que desenham o nosso caminho até às grandes vitórias.

“Lá fora” é quase empresarialmente aceite passar por cima do outro para vencer. Aqui dentro damos as mãos e subimos juntos. Há lugar para todos. Há abundância para todos.

E falamos de sonhos e de mudar o mundo (ui… quando chega aqui meio mundo acha que estamos loucos e nos fizeram uma lavagem cerebral). Trabalhamos para os NOSSOS sonhos. Temos em mãos um projeto de liberdade financeira: Um projeto que nos permite ganhar tempo e dinheiro (sim, leram bem, tempo também!).

Mas o melhor de tudo, a grande cereja no topo do bolo é que enquanto o fazemos, formamos-nos, cultivamos-nos e transformamos-nos na melhor versão de nós próprios. Esta é a má notícia: este projeto só é possível para quem está disposto a apostar no seu crescimento pessoal.

Eu sei… é estranho. Parece falso, parece impossível. Já o ouvi muitas vezes (nem imaginam quantas). Pessoas cépticas e sem esperança é o que mais há por aí, encontro-as todos os dias!!! Não me espanta. Numa sociedade em que fomos educados a desconfiar, a tirar um curso para trabalhar por conta de outro, a dizer mal do patrão e a programar a nossa vida consoante os anúncios da televisão… é normal! Mas a verdade é que existem outras realidades: Pessoas em quem podemos confiar mesmo sem as conhecermos; Pessoas que não tiraram nenhum curso e têm grande sucesso na vida; Patrões que realmente se preocupam; Boas marcas que não fazem publicidade… Projetos que realmente valem a pena. Há projetos que se regem pelo AMOR (e mesmo assim dão dinheiro!).

Talvez haja muito até. Eu só conheço este! Um projeto em que qualquer pessoa pode fazer parte, independentemente do seu ponto de partida. Onde nos entregam ferramentas para crescermos à nossa medida. Onde criamos uma nova família.

Este fim-de-semana tivemos mais um seminário brutal. E para não ficarem só com a minha palavra, deixo aqui algumas das publicações que pessoas da equipa foram deixando no facebook. E deixo uma pergunta também: Quantos amigos têm no facebook a deixar posts tão positivos sobre o trabalho que desenvolvem?

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